"Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciencias e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de sí e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes." Marilena Chaui

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar podem ser ensinadas a amar". Nelson Mandela

"É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é, se se quer transformá-lo. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade". Antonio Gramsci

terça-feira, 5 de julho de 2011

Cristovam Buarque defende investimento em inovação tecnológica

Ter, 05 de Julho de 2011 19:19

[senador Cristovam Buarque (PDT-DF)]
Fortes investimentos em inovação tecnológica, como forma de assegurar a continuidade do crescimento da economia brasileira, foram defendidos pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em Plenário nesta terça-feira (5). O senador afirmou que a economia do país está bem atualmente, mas, daqui para frente, para conseguirmos uma economia sólida, será preciso investir em educação e inovação.
- Os outros países, que hoje são desenvolvidos, fizeram isso a partir do final do século 19 e ao longo do século 20. Outros países fizeram isso recentemente como Cingapura, Coréia, o próprio Japão [com um processo] que é um pouco mais antigo, Índia, Finlândia, China. São países que fizeram suas revoluções científicas e tecnológicas e hoje começam a exportar produtos. O melhor exemplo é a Coréia. Nós compramos eletrodomésticos coreanos, mas não montados na Coréia, inventados na Coréia. Pois bem, o Brasil precisa dar o salto para se transformar em um produtor de bens com alto conteúdo de inteligência. E aí precisamos tomar decisões que não estamos vendo -, afirmou o senador.
Cristovam ressaltou que o primeiro passo para esta mudança é uma "revolução na educação". O senador citou como exemplo os aviões da Embraer, que hoje orgulham a população brasileira ao serem exportados para outros países e que seriam frutos "secundários" do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), escola que acabou conseguindo criar relações próximas entre a faculdade e o setor produtivo.
Para o senador, é preciso dar ênfase ao ensino na universidade, mudando o ensino e o perfil dos alunos, para que comecem a trabalhar nas áreas da engenharia, e criando novos institutos tecnológicos como o ITA, direcionados a setores de energia, biotecnologia, inteligência artificial, nanotecnologia, genética, desenvolvimento sustentável, telecomunicações, entre outros.
- Claro que eles não vão dar resultado imediatamente, mas ao longo do tempo. E alguns perguntam quanto custa isso? Esses R$ 4,5 bilhões, que se fala de apoiar a fusão do varejo, permitiria financiar sete grandes centros do tipo ITA em dez anos. Tempo suficiente para eles atravessarem o período de nascimento, de puberdade institucional e se transformarem em grandes centros de formação de ciência e tecnologia - argumentou o senador.
Cristovam Buarque afirmou ainda que isso só não é suficiente. É preciso também fortalecer a pesquisa, avançar nos campos de importância estratégia e, principalmente, criar uma política salarial que permita aos "cérebros" do país se dedicar a atividades no setor de ciência e tecnologia. O senador usou como exemplo da falta de estímulo para pesquisa o caso de um jovem que concluiu o doutorado em nanotecnologia na Bélgica e vai deixar de lado o que estudou para prestar concurso para a Polícia Civil e a Polícia Federal.
- Se não resolvermos o problema da educação, da universidade e do produto dela, dos grandes centros de ciência e tecnologia ligados à indústria e da política salarial beneficiando e atraindo os melhores cérebros para essas áreas, este país vai provar, o que lamentaremos muito, que a economia hoje está bem mas já ia muito mal - ponderou o senador.
 
Da Redação / Agência Senado
 
 
Comentário

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Rolex do Marco Antônio Cabral

Enquanto nós professores da rede estadual nos encontramos na luta pela melhoria salarial e por melhores condições de trabalho, a família Cabral, anda por aí ostentando adereços que custam nada mais nada menos do que R$ 50.000,00, um legítimo Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco.
Um professor no início da carreira teria que trabalhar quase seis anos para comprar um relógio desse.
Ao estilo dos maiores ditadores da história, o Sr. Governador não tem o mínimo de constrangimento em exibir os símbolos de poder riqueza que adquiriu só Deus sabe como.
FORA CABRAL!!!

domingo, 3 de julho de 2011

Será essa a função dos diretores?

Foi lamentável a atitude do atual diretor do CIEP 262 - Curvelina Dias Curvelo, na quinta-feira passada, dia 28/06, onde, de forma declarada, reacionária e arbitrária, proibiu a manifestação de professores, alunos e representante do SEPE dentro das dependências da Instituição escolar em questão. No momento da nossa chegada à escola, encontramos o Srº Diretor acompanhado de sua comitiva técnica, ou seja, diretores adjuntos ,entre outros, tentando a qualquer custo boicotar a ação dos manifestantes. O problema do srº diretor era o fato de que os professores grevistas estavam mobilizando e politizando os alunos acerca da situação da greve e da má-qualidade dos serviços educacionais oferecidos pelo poder público. Segundo o próprio em seu discurso ideológico dirigido a um professor presente, o corpo docente que aderiu a greve somente deveria "tentar" a adesão dos colegas pelegos e não conscientizar os alunos. O ápice do desrespeito, da atitude explícita de defesa aos interesses da classe dominante e da tentativa de manipulação e dominação, foi no momento em que os militantes, do lado de fora da escola, ligaram uma caixa de som na portaria, e ao saber disso, surge mais uma vez a figura do diretor, exercendo a sua "real" função, a de ser um representante dos interesses burgueses e capitalistas que, colocando-se então como um elemento repressivo, simplesmente desconecta o aparelho da energia, como se essa atitude fosse lícita e legítima, já que estamos falando de um espaço público que, por diversas vezes, é cedido para a realização de eventos de sociabilidade quando solicitado pela comunidade.
Os alunos tem o direito de participar desse momento, como principais afetados pelo sistema que os oprime de uma forma tão cruel, que nega a eles o conhecimento da real situação em que estão inseridos. O aluno apolítico e desconhecedor da verdadeira ideologia vigente é presa fácil nas mãos do sistema capitalista e desigual, que manipula e cria a realidade a seu modo. Podemos ver essa dinâmica mais nitidamente no fato de que, mesmo com a categoria em greve, á um grande número de alunos frequentando as aulas, dando quorum para professores desarticulados da causa e realizando provas, expressando o "medo" de serem prejudicados!!! E o que é pior, vendo os professores grevistas como "vagabundos" e culpados pelo prejuízo de cada um! Isso é no mínimo irônico ou sarcástico. Então, deixo "no ar" a pergunta: Por que é tão incômodo para os diretores a consciência política do aluno?!? 
Através desse movimento de greve, os papeis instituidos na escola estão claramente se evidenciando, de um lado estão aqueles que tem o dever de manter a ordem, de outro aqueles que lutam por aquilo que consideram justo, e em outra posição encontram-se aqueles que tem medo de sofrer a repressão do sistema, seja por medo de ter a sua fonte de sustento cortada, ou de ter que se posicionar e assumir as consequencias de suas atitudes.
Congratulo aqueles que têm levantado as suas cabeças contra a dominação arrogante de um governo autoritário, que quer transformar a escola numa empresa de formação de mão-de-obra barata e alienada, visando somente os interesses capitalistas e a manutenção da sociedade dividida em classes, que quer transformar o professor em uma ferramenta para o atingimento desses objetivos.

Para quem não sabe, PELEGO significa: (Popular, pejorativo, neologismo) pessoa/entidade que visa ocupar os espaços de representatividade de determinada categoria de modo a barrar as lutas/mobilizações da mesma em prol de um outro grupo opressor

Professores Ignorados na Coordenadoria de Valença

CARTA ABERTA AOS GREVISTAS E SIMPATIZANTES


Caros companheiros de luta pela educação pública, humanista e democrática:

Nosso movimento grevista deve ser compreendido como um momento da resistência contra o projeto privatista da educação do Estado do Rio de Janeiro, implementado pela nova ordem gerencial da Sec. Estadual de Educação (SEEDUC) ─ personificada pelo “economista-pastor” W. Risolia e seus “rebanhos-burocratas” (gestores de 1º, 2º e 3º escalões), “convertidos” à nova seita do Planejamento Estratégico.

Os alicerces ideológicos dessa nova ordem gerencial bebem na fonte liberal-tecnicista (predominante na década de 1970, reforma educacional da ditadura militar), mas com discurso atualizado pelas novas tendências gerencias de empresas (reengenharia, TQC, TI). Portanto, estamos enfrentando um projeto político-educacional conservador, anti-progressista, anti-democrático, porém, travestido num discurso de inovação, de mudança,neutralidade técnica, de qualidade, que, por isso mesmo, possui a força da sedução daqueles mais ingênuos politicamente, ou mais interessados nas vantagens pessoais e/ou narcísicas do poder tecnocrático.

O Planejamento Estratégico do SEEDUC-RJ pressupõe, no seu diagnóstico equivocado dos problemas da Rede Pública Estadual, que o fracasso da educação pública do nosso Estado se deve: a) em primeiro lugar, ao baixo desempenho dos professores (acomodados, desinteressados, descompromissados, abusados com licenças médicas); b) em segundo, ao alto custo financeiro com retenção do fluxo escolar (reprovações, evasões, dependências); c) em terceiro, à falta de controle gerencial sobre o trabalho docente por parte do corpo técnico hierárquico (direções, supervisões, coordenadores regionais, gerência central; d) por fim, mas não menos importante, alto custo financeiro (!!!!) dos direitos dos professores (carga horária 16 horas, plano de carreira por formação e tempo de serviço, aposentadoria especial, paridade ativo-inativo).

A partir desse diagnóstico conservador-tecnicista, para melhorar o fluxo escolar com a diminuição de repetências e evasões, o projeto político-educacional passou a privilegiar as atividades-meios (administração escolar) em detrimento das atividades-fins (trabalho docente) da Rede Estadual de Educação, mediante o estabelecimento do famigerado Plano de Metas e do aumento substancial da gratificação dos coordenadores regionais e dos diretores de escola. E, assim, a nova ordem busca estabelecer a pirâmide administrativa empresarial de viés hierárquico-fordista: no topo, gerência educacional (coordenadores, supervisores, diretores) que exerce a função de controle das metas, como engenheiros de empresa; na base, operadores educacionais (professores regentes e funcionários), como peões de fábrica (mas com salário muito menor daqueles das grandes empresas) que executam as metas gerenciais e curriculares.

Esse projeto gerencial do Plano de Metas articula-se à necessidade de diminuição do custo desses processos para os cofres públicos. Daí a concentração de alunos nas salas de aula ─ que normalmente transforma três turmas em duas, ou duas turmas em uma ─, reduzindo-se, assim, o custo-escola para o Governo, mas aumentando o custo-profissional e custo-psicológico para os professores destas turmas superlotadas. Essa diretriz gerencial revela o que o discurso gerencial logra escamotear: a qualidade de viés empresarial da nova ordem da SEEDUC significa maior produtividade (aprovação) com menor custo (superlotação).

A redução de custo e maior produtividade se desdobram na política de meritocracia que atrela um abono (até 3x o salário) ao desempenho do professor e da unidade escolar no cumprimento do plano de metas. Somam-se, ainda, auxílio transporte, difícil acesso, cartão cultural, GLP, adicional qualificação, como pacote de remuneração da nova ordem gerencial. A meritocracia funciona, ao mesmo tempo, como mecanismo financeiro de redução do custo salarial do magistério e como instrumento de divisão política e de competição da categoria (nova escola aperfeiçoada para o mal). Senão, vejamos: a redução do custo salarial ocorre por diversas razões, tais como, exclusão dos aposentados (lembrem-se, na melhor das hipóteses, seremos e desejamos ser um dia aposentados); exclusão dos triênios; exclusão dos níveis do plano de carreira; exclusão do 13º salário. Do ponto de vista político, a meritocracia detona a unidade da categoria, a possibilidade de aumento salarial coletivo, destrói nosso plano de carreira por tempo de serviço e formação e, por fim, institui a competição dentro da escola (desempenhos diferenciados, abonos diferenciados) e entre escolas.

Nós precisamos repudiar, com todas as nossas forças, a meritocracia, por que significa um desrespeito a nossa profissão, um insulto ao nosso compromisso com a escola pública e cidadã (comunitária, democrática, crítica e humanista), pois o sentido anti-ético dessa forma de remuneração, transforma os professores em uma espécie de “gincanistas”, que executam metas,estabelecidas de cima para baixo, em troca de prêmios (bônus) ao final do ano, como uma PLE (participação nos lucros da empresa).

O Planejamento Estratégico vem impondo metas autoritárias, tarefas extras no conexão educação (inclusive pela madrugada à espera de acesso, numa situação humilhante profissionalmente), descaracterização dos conselhos de classe como espaço de compartilhamento de experiências e problemas dos professores de cada turma e de análise de cada aluno, pois o COC se resume na apresentação da famigerada GIDE e seus gráficos de metas gerenciais.

A ESCOLA PÚBLICA NÃO É EMPRESA. EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA. ALUNO NÃO É CLIENTE. DIRETOR NÃO É GERENTE. SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO NÃO É EMPRESÁRIO.

Precisamos resistir a esse processo de violência simbólica, ética e política contra o caráter humanista das relações professor-aluno, aluno-aluno, direção-professor-aluno-funcionário-pais. A escola sempre foi uma comunidade de formação humanista. Toda transformação educacional deve partir dessa tradição e avançar na democracia participativa das decisões, na valorização salarial e funcional do professor, no compromisso do Poder Público com melhor condição de ensino-aprendizagem (menos alunos por turma, todas as turmas com todos os professores, infra-estrutura adequada etc).

Companheiros de luta, nossa greve representa um grito de liberdade contra a opressão do plano de metas e todo o mal-estar que nos vêm provocando no cotidiano das escolas estaduais. A nossa indignação e reclamações se transformaram, finalmente, em atuação coletiva, em movimento sindical e exemplo pedagógico de cidadania para nossos alunos. Precisamos resistir!

Vejam, mais de dois mil e trezentos professores abandonaram, entre janeiro e junho de 2011, o emprego público do Estado, deixando muitas escolas sem professores; e ainda, muitos concursados são chamados a assumir a matrícula, e não aceitam trabalhar por R$ 740,00 (R$ 630 líquido), às vezes longe de sua residência ou município. De cada 100 alunos do 3º ano do Ensino Médio, apenas 1 ou 2 pretendiam ser professor. Talvez nosso exemplo de luta tenha aumentado a admiração e orgulho de nossos alunos que tanto tem nos apoiado nessa greve. Agora, no dia 29 de junho, será nossa batalha simbólica contra o Plano de Metas. VAMOS BOICOTAR O SAERJINHO! Vamos pedir aos colegas que não estão em greve para não aplicar a prova, num exemplo de solidariedade de classe. Vamos pedir aos alunos que nos apóiam para não fazer a prova.

Essa prova não significa nada em termos pedagógicos para cada escola, não há valor orgânico para nossa relação professor-aluno e professor-professor. O Saerj significa um fetiche gerencial de significado simbólico de controle sobre a rede estadual. Por isso mesmo, se torna tão importante boicotar sua execução. Até porque, há uma greve que o Secretário de Educação e sua Equipe “técnica” esquizofrenicamente teimam em ignorar, mas somos apenas “trinta professores”, pra que temer? Lembrem-se, a greve é um direito constitucional. O governo não pode nos demitir, essa é a nossa grande força social, mas necessita união e determinação.

Resende, 21 de junho de 2011

Prof. Edgard Bedê

30 anos de formação grevista, com muito orgulho.
 
 

sábado, 2 de julho de 2011

No Reino da Cabralândia

Dize-me com quem andas, Sergio Cabral, e todos saberão que tipo de governante você se tornou.

Carlos Newton
Por muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.
Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, há informações circulando de que na semana passada Cabral voltou de Paris fazendo escala em Miami.
Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.
Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.
Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.
Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 a 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.
***
O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL
Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio. O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai, acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.
Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo. Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage. Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão.  Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.
Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.
Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e pela aquisição também de um luxuoso apartamento no Leblon.
Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não era bom em aritmética.
Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.
Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.
Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.

Fonte: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=20022

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A Luta Dentro da Escola


As escolas constituem um campo de conflito porque têm o duplo papel de preparar trabalhadores e cidadãos. O preparo que a cidadania exige numa sociedade democrática, baseada em igualdade de oportunidades e em direitos humanos, é muitas vezes incompatível com o preparo que requer o desempenho em serviço num sistema empresarial de trabalho. Por um lado, as escolas devem preparar os cidadãos para conhecer seus direitos legais, bem como sua obrigação de exercer esses direitos por meio da participação política. Por outro lado, as escolas devem preparar os trabalhadores com as qualificações e as características de personalidade que lhes possibilitem atuar num regime de trabalho autoritário. Isso exige a negação daqueles mesmos direitos políticos que favorecem os bons cidadãos.
O fato de se atribuir ao sistema educacional essas duas responsabilidades cria, dentro dele, a semente do conflito e da contradição. A luta subseqüente, entre os defensores dos dois diferentes princípios, pelos respectivos objetivos e ações, contribui para dar forma à escola que, necessariamente, atenderá de forma imperfeita às exigências de seus dois senhores.(...)
      (Martin Carnoy e Henry M. Levin, Escola e Trabalho no Estado Capitalista, p.281 e 301.)
Caros colegas e parceiros da “luta dentro da escola”, o trecho citado acima retrata com profunda exatidão os reais objetivos e interesses da instituição escolar. Na verdade, segundo o sociólogo Althusser, a escola é um AIE ou Aparelho Ideológico de Estado e como tal, exerce o cruel papel de manter a ordem social vigente, a perpetuação da sociedade de classes, e a constante produção de mão-de-obra servil e alienada, desagregada da condição de ser humano autônomo e questionador. Esse espaço, que atualmente ouvimos tantos discursarem acerca do “prejuízo” que a greve estaria trazendo aos alunos, somente serve para separar aqueles que terão posse dos meios de produção (os capitalistas ou “patrões”, pertencentes à elite), daqueles que só possuirão apenas a força de trabalho simples (proletário, explorado).
  Essa função da escola nem sempre é tolerada por educadores conscientes do seu papel como “domesticadores de escravos”, e que, por enxergar dialeticamente a realidade que está a sua frente, dentro da escola pública, buscam a conscientização e politização daqueles que são as maiores vítimas: os alunos. Por isso existe esse conflito de opiniões dentro da escola, já que o sistema “planta” dentro dela os que, mesmo sabendo da verdadeira face da formação que é dada aos alunos, tem o papel de “vigiar e punir”.
Continuaremos na luta por uma escola mais democrática em que todos os atores desse processo tenham o direito a voz, e acima de tudo, tenham acesso a informação que dê a todos a possibilidade de formular suas próprias idéias e concepções.

SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ MUDANÇA.
SEM PROFESSOR NÃO HÁ EDUCAÇÃO.

Professores repudiam atitudes da Seeduc que prejudicam alunos

Notícia extraída do site da Seeduc: http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=519146

Seeduc repudia atitudes que prejudicam alunos e professores

 30/06/2011 - 19:35h - Atualizado em 30/06/2011
Uso indevido do cartão auxílio-qualificação e boicote ao Saerjinho são ações lamentáveis

A atitude de parte dos professores da rede estadual em greve de fazer um protesto usando o cartão auxílio-qualificação, com a quantia inicial depositada de R$ 500, em um supermercado, é considera lamentável por representantes da Secretaria de Estado de Educação. O benefício concedido é para que o docente possa se qualificar ainda mais e, assim, enriquecer seus conhecimentos e o de seus alunos. O benefício é um incentivo à formação e à qualificação do professor.

A Seeduc também considera lamentável manifestações como as tentativas de boicote ao Saerjinho, atitude que prejudica os alunos. “Ser contra o Saerjinho é ser contra os estudantes e os próprios professores, que têm, em sua grande maioria, apoiado as novas iniciativas. Boicotar o Saerjinho, como vem incentivando o Sepe, é ser contrário a uma avaliação que só tem a agregar e atua como ferramenta para correção de rumos da ação Pedagógica de cada unidade escolar”, afirmou o subsecretário de Gestão do Ensino, professor Antônio Neto.

Outra ação que a Seeduc repudia é a tentativa de se contar inverdades a respeito da aplicação do Saerjinho, que, em poucos casos, foi aplicado hoje porque ontem, houve o boicote com piquete na porta de escolas por parte de sindicalistas. A Seeduc não tenta mascarar nada nem há qualquer tipo de fraude. É maldade ou desconhecimento de quem está propagando essa inverdade. Primeiro, as provas são por série/níveis. Segundo, foi aplicada hoje para quem não a fez ontem, pois o Sepe incentivou o boicote em alguns lugares. Terceiro, é uma prova diagnóstica, para medir a evolução do aluno e identificar como ajudar, e não vale nota.

Devido à baixa adesão à greve, atitudes como essas e piquetes têm se repetido nas portas de escolas para prejudicar os alunos e o funcionamento normal das aulas.

Comentário: Igualmente lamentável é a atitude da Seeduc que não se preocupa com a qualidade da educação pública. Ações como essa só denotam a pobreza do plano de metas da Seeduc. Será que R$ 500,00 semestrais são suficientes para o aperfeiçoamento do docente? Será que a Seeduc espera que a educação pública seja resgatada da lama que está imersa, com esse tipo de investimento?
Sr. Secretário de Educação e Sr. Governador, não nos trate como idiotas, somos profissionais da educação e merecemos ser tratados com respeito e dignidade. Todos os países que criaram planos sérios de desenvolvimento econômico, investiram em primeiro lugar na educação através da valorização do professor como peça fundamental para alavancar esse processo.

SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ MUDANÇA.
SEM PROFESSOR NÃO HÁ EDUCAÇÃO.

DIREITO DE GREVE E DOS GREVISTAS

DIREITO DE GREVE E DOS GREVISTAS


O FAMOSO CÓDIGO 61 - DECLARAÇÃO DE GREVE.
O código 61 é o registro de greve, conquistado pela categoria.

Antigamente dava-se o código 30 (FALTA) durante as greves e havia risco de sofrer processo por abandono do serviço.

A cada código 61 recebido pelo servidor, este terá 1/30 do seu salário (É DO BRUTO) descontado. Isto independe do número de tempos dados (de 1 a 6) pois é contado por turno / dia.

Quem faz vertical em duas matrículas, teria um código 61 em cada.

GREVE NO ESTÁGIO PROBATÓRIO É DIREITO
pois é uma luta de classe e provida de fundamentação.
Não configura abandono de emprego, tampouco descumprimento de suas funções.

Caso você esteja no Estágio Probatório, não fique com medo, pois O MÁXIMO que podem fazer é descontar seu salário.

Qualquer ameaça como exoneração ou devolução para a coordenadoria, configura, no MÍNIMO, assédio moral. DENUNCIE.

GLP NÃO PODE SER RETIRADA POR GREVE!
Só pode DESCONTAR o ganho, caso tenha-se o ponto cortado, assim como na matrícula!

Qualquer ameaça é ASSÉDIO MORAL ou pior.
DENUNCIE.

por email, prof. Omar
Fonte: http://blogpodegiz.blogspot.com/2011/06/direito-de-greve-e-dos-grevistas_30.html

Salário Digno

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