"Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciencias e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de sí e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes." Marilena Chaui

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar podem ser ensinadas a amar". Nelson Mandela

"É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é, se se quer transformá-lo. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade". Antonio Gramsci

domingo, 2 de junho de 2013

PRIVILEGIADA POR DIREITO: A INFÂNCIA EM CUBA






Em torno do mundo contemporâneo se começa um panorama ameaçado pela violência, o homem, a miséria, os conflitos bélicos, a contaminação, outros fenômenos atmosféricos, a exploração trabalhista, o desemprego a prostituição, as drogas e a morte que atormentam ao gênero humano, com maior ênfase de suas seqüelas sobre os mais jovens. Cuba ao reverso da moeda. A partir de 1959, a Revolução conferiu a nova geração, seu futuro, à prioridade máxima. Por eles na Maior Antilha se defende a esperança todos os dias.



Luz Marina Fornieles Sánches
Havana, 2000.     
Especial da Agência de Informação Nacional

         As galopantes calamidades de dilaceram a humanidade, em especial as crianças pequenas, vão desde os conflitos bélicos, passando pela pobreza, pela violência, torturas, pornografia, prostituição, as drogas e até a própria morte, que cada ano leva a vida de 13 milhões de crianças menores de cinco anos.
        De tais circunstâncias não escapa nem o chamado primeiro mundo: nos Estados Unidos um menor falece de uma bala perdida a cada 92 minutos como conseqüência da periculosidade reinante neste país, onde outras estatísticas - igualmente aterradoras - afirmam que em média treze crianças são assassinadas diariamente, enquanto seis cometem suicídio e outros três são vítimas de abuso.
        Na nação mais rica do planeta e também campeão dos direitos humanos, um menor de cada seis, carece de alimento necessário, afirma um estudo da Tuffs University de Boston, Massachusetts.
        Segundo a investigação do Centro sobre a fome e a pobreza dessa instituição, nos Estados Unidos do boom econômico muitas famílias se vêem obrigadas a escolher entre colocar a calefação em sua casa e alimentar seus filhos.
        Também constituem alarme notícias em que em tal sentido contribuam com as variadas economias latino-americanas. Uns especialistas sinalizam que no continente mais de 100 milhões de crianças e adolescentes sofrem os rigores da miséria e outros mais de 16 milhões trabalham para subsistir.
        Eles representam 17 por cento da população infantil, destacam essas próprias fontes, que assim mesmo precisam que dessa quantidade cinco milhões 100 mil estejam nas idades de 10 a 14 anos.
        Mas há mais dados arrepiantes: 20 milhões de adolescente na América Latina não têm acesso a educação média básica e um milhão sofre com a exploração sexual direta o indireta.
        Nessa própria sub-região a taxa de mortalidade infantil é e 43 por cada mil nos menores de cinco anos e de 35 nos que ainda não chegam a completar 12 meses, ao dizer da UNICEF, que condena o fato de 40, de cada 100 pessoas, vive na América Latina na mais abjeta pobreza, y o que resulta, todavia, mais crítico, mais da metade são crianças,
        Panorama similar refletia Cuba antes de 1959, como foi denunciado em 1953 pelo jovem advogado Fidel Castro, em seus histórico depoimento A História me Absolverá:
        "De tanta miséria somente é possível libertar-se com a morte; e a isso ajuda o Estado: a morrer. Os 90 por cento das crianças do campo estão sendo devoradas pelos parasitas que se infiltram da terra pelas unhas dos pés descalços. A sociedade se comove ante a notícia de seqüestro ou de assassinato de uma criatura, mas permanece criminalmente indiferente ante al assassinato em massa que se comete com tantos milhares de crianças que morrem todos os anos por falta de recursos, agonizando entre os estertores da dor e cujos olhos inocentes, já neles o brilho da morte, parecem olhar até o infinito como pedindo perdão para o egoísmo humano, e que não caia sobre os homens a maldição de Deus".

 
CUBA PÓS 1959: O REVERSO DA MOEDA 

        Esse certeiro testemunho fez referência a uma etapa, quando na ilha 20 por cento da população mais rica recebia 58 por cento dos salários, enquanto isso 20 por cento dos mais pobres recebia somente dois por cento.
        Os 24 por cento a população ativa se achava então desocupada e não de garantia a educação: existia um milhão de analfabetos e a escolarização infantil entre os seis e os catorze anos atingia só a 56 por cento.
        Tais parâmetros eram ainda mais negativos nas zonas rurais, onde 61 por cento dos pequenos (nessas mesmas idades) não freqüentavam as escolas primárias. Tampouco ali se dava cobertura médica.
        Somente as profundas mudanças sociais promovidas pela Revolução que faz 41 anos puderam eliminar esse estado deplorável e dar um passo à outra situação, na qual a nova geração, o futuro, tem a máxima prioridade. Por eles na maior das Antilhas se defende a esperança todos os dias, a partir da própria alvorada de Primeiro de Janeiro de 1959.
        Com freqüência - e não sem razão - se diz que a pequena ilha é uma grande escola pelos notáveis triunfos de seu sistema de ensino, totalmente gratuito, inclusive comparado com nações desenvolvidas.
        Sua taxa de escolarização é de 99 por cento. No atual curso letivo (2000-2001) assistem às aulas mais de dois milhões e quatrocentos mil educandos.
        Os avanços na matéria ajudaram a que a ilha comande a educação pré-escolar na América Latina: 89,9 por cento das crianças cubanas entre zero e cinco anos é dizer 868 mil 121 menores, obtêm atenção educativa, uma estatística record na América Latina.
        Deles, 150 mil estão matriculados em creches (círculos infantis), 146 mil em turmas de pré-escolar e aos restantes lhes chega essa influência mediante um programa da UNESCO pelo qual os pais recebem orientações para seus filhos transmitidas por educadores e médicos do bairro onde moram.
        Com os mil cento e sete currículos criados ao longo de todo o arquipélago em quase 40 anos, se beneficiam mais de 136 mil mães. O orçamento destinado a esses seminários supera os 110 milhões de pesos (1 peso equivale a 1 dólar no câmbio oficial).
        Segundo outro documento do mesmo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) as crianças nascidas na América Latina e Caribe em 2000 e 2001 têm uma esperança de vida de 70 anos ou mais que a média mundial, esse próprio texto revela que os estudantes cubanos sabem muito mais de matemática do que seus colegas latino-americanos.
        Também de acordo com esse próprio órgão internacional, a ilha volta a destacar-se, porque a partir de 1959, Cuba foi estabelecendo progressivamente um sistema nacional de creches diurnas e programas de educação, na primeira infância e de ensino pré-escolar que hoje abrange a uns 98,3 por cento das crianças nesses grupo, estendido desde o nascimento até os seis anos de idade.
        Assim mesmo o Estado cubano mantém uns trinta lares para crianças e jovens (até 17 anos) sem amparo filial por serem órfãos. Isto reforça a vontade nacional de que não haja uma só criança sem escola e sem mestre, nem um só cidadão sem atenção médica desde antes de nascer.
        Se, essa última afirmação não constitui de nenhum modo um exagero, porque em Cuba se começa a atender as pessoas quando ainda se encontram no ventre materno, nas primeiras semanas de sua concepção.
        Sobrepondo-se as sérias dificuldades econômicas enfrentadas pela nação desde a década passada, conhecidas em seu conjunto como um período especial e considerado o momento mais difícil do processo revolucionário, ainda assim a Ilha cumpriu já muita das metas traçadas para 2000 pelo Cume Mundial da Infância (1990).
        Apesar dessas reais circunstâncias, que em outras áreas geográficas destruíram os progressos sociais, nesse território caribenho se destinou do orçamento nacional de 2001, para as atividades de educação dois milhões de pesos e para a saúde o montante supera os mil 815 milhões.
        Como vêem essas esferas continuam sendo prioritárias em sua condição de sucessos símbolos para a Revolução.
        Precisamente, no ramo da medicina também se alcançou proeminência internacional. Tanto é o caso de sua mortalidade infantil, um indicador universal que mede de forma sintética o bem estar e desenvolvimento de um país, ao abranger condições sociais, econômicas, biológicas, políticas, demográficas e sanitárias da população.
        Em 2000 foi de 7,2 mil nascidos vivos, com o qual o arquipélago se mantém com a menor taxa da América Latina e fica registrada a sua vez entre as cinco mais baixas das alcançadas em toda a história local: 7,9 (1996), 7,2 (1997), 7,1 (1998) e 6,4 (1999).
        Esse aumento de oito décimos em relação a 99 se produziu a despesas do aumento das taxas de más formações congênitas incompatíveis com a vida, fundamentalmente na Cidade de Havana e Santiago de Cuba.
        Dentro do panorama da saúde se se destacam igualmente a erradicação da poliomielite, difteria, tétano neonatal, meningite tuberculosa e as complicações graves da síndrome da rubéola congênita e a meninge-encefalites posterior à caxumba.
        Tampouco constituem problemas de saúde a rubéola, o dengue, a malária, o tétano nem a caxumba... E mais recentemente se aderiu a lista o sarampo, após oito anos sem que ocorra um só caso deste mal, que tragicamente produz em outras nações subdesenvolvidas mais de um milhão de mortes ao ano.
        Esses êxitos se exibem al mundo mesmo em meio das desigualdades do momento (alimentos, roupas, calçados, medicamentos, transportes, combustível...), quando pesa a todos os menores cubanos no primeiro ano de vida são imunizados contra 12 doenças prevenidas por vacinas, incluindo contra a hepatite B e as contra as gripes.
        Isto permitiu que a UNICEF reconhecesse publicamente que "as crianças nascidas em Cuba têm melhor oportunidade de sobreviver nos primeiros anos de vida que os da região da América Latina e Caribe".
        Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca a Cuba em primeiro lugar em imunização por vacinas entre 214 países de todo o planeta.
        A política do Estado cubano buscou desde 1959 proteger ao povo, a seus menores e após a promulgação do bloqueio norte-americano contra a nação antilhana em 1961, se tentou e conseguiu atenuar sensivelmente seu impacto. O mesmo se fez posteriormente ante a recessão econômica.
        O cerco norte-americano, reforçado primeiro pela Emenda Torricelli (1993) e logo pela lei extraterritorial Helms-Burton (1996), aparece como uma das mais flagrantes violação dos direitos individuais, político, sociais, econômicos e culturais da população cubana e, de forma desmascarada, contra dois milhões de crianças.
        Especialistas internacionais admitem que a repercussão dessa política genocida dos Estados Unidos frente a maior das Antilhas se traduz em menores possibilidades de obter medicamentos, utilidades escolares, comida, brinquedos e outros recursos, e que somente foi possível amenizar esta situação graças à vontade nacional e em menor quantidade a solidariedade universal.
        Entretanto e apesar de incríveis sacrifícios, Cuba não fecha em seu empenho de continuar concedendo a infância sua condição de privilegiada por direito, em honra de nunca mais o egoísmo humano signifique dor e morte para estes inocentes. (AIN)


 

CRIANÇAS CUBANAS FORA DO ALCANCE DE AÇOITES MUNDIAIS 

        200 milhões de crianças no mundo dormem hoje nas ruas. Nenhuma é cubana. 250 milhões de crianças com menos de 13 anos são obrigados a trabalhar para viver. Nenhuma delas é cubana. Mais de um milhão de crianças são forçadas à prostituição infantil e dezenas de milhares foram vítimas do comércio de órgãos. Nenhuma delas é cubana. 25 mil crianças morrem a cada dia no mundo por sarampo, caxumba, difteria, pneumonia e desnutrição. Nenhuma delas é cubana.


 

OUTRAS CIFRAS HORRIPILANTES:
VEJAM O CONTRASTE NO ENTORNO ADJACENTE
 

        - 600 milhões de crianças crescem em situação de absoluta pobreza.

        - 250 milhões de menores entre 5 e 14 anos trabalham (30 milhões deles na América Latina).

        - 130 milhões (60% deles meninas) não vão a escola, em todo o planeta.

        - Uma em cada quatro crianças que habitam no mundo vive em condições de perigo e mais de 11 milhões morrem a cada ano por causas que poderiam ser evitadas.

        - As crianças de rua são estimadas em 200 milhões, a metade entra a cada ano na prostituição.

        - Os menores que trabalham ou perambulam estão expostos a serem a agredidos por seus patrões, o público, as autoridades, os pedófilos e por traficantes de todo tipo. Somente na América Latina 60 mil perdem diariamente a vida antes de cumprir cinco anos, e dois milhões não ingressam na escola, enquanto 800 mil que a freqüenta devem abandona-la para buscar o seu sustento. Em 25 países empobrecidos uma criatura que nasce hoje não completará 50 anos, enquanto que um bebe que nasce num estado rico alcançará 78 anos.

        - Uns 100 milhões de latino-americanos de 10 a 14 anos são campos da delinqüência, os conflitos armados, comércio de escravas brancas, o narcotráfico e a exploração sexual, entre outras formas de violência.


Tradução de Elizabete Domingues P. da Silva




Para referência desta página:
SÁNCHES, Luz Marina Fornieles. Privilegiada por direito: a infância em Cuba. Pedagogia em Foco, Havana, 2000. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/cub05.htm>. Acesso em:dia mes ano.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A hipocrisia do império estadunidense

Fonte: http://prestesaressurgir.blogspot.com.br/2013/05/a-hipocrisia-do-imperio-estadunidense.html?spref=fb

De 1990 para cá, não havendo mais comunistas, eles inventaram um novo “fantasma-inimigo”. Agora os inimigos são os terroristas


Os capitalistas estadunidenses usam de todas as armas possíveis para enganar seu povo, iludir a humanidade e seguir fazendo suas ameaças a todos os que ousam colocar em risco suas taxas de lucro e seus privilégios.

O debate que aparece na imprensa internacional sobre a base militar de Guantánamo talvez seja o caso mais claro da hipocrisia da política do governo e do capital estadunidenses.

Mas antes, talvez seria bom recordar a história recente da política estadunidense. Entre a 1ª e a 2ª Guerras mundiais, assustavam seu povo com o perigo japonês. Só porque os japoneses queriam ter tantas riquezas quanto eles.

Mataram esse fantasma jogando uma bomba atômica desnecessária, quando a guerra na Europa já havia terminado e cobraram o custo de mais de 300 mil vidas humanas.

Depois da 2ª Guerra até a década de 1990, inventaram que os comunistas do Leste “comiam” todas as crianças brancas do mundo. Então para o combate ao comunismo valia tudo. Queimaram livros, filmes, chegaram até a condenar a morte um casal de cientistas americanos de origem judaica, pela suspeita de que poderiam ser simpatizantes da União Soviética.

Instalaram 803 bases militares distribuídas por todo planeta para nos vigiar.

Em 1965, provocaram e financiaram o assassinato de mais de 1 milhão de indonésios, pois temiam que o nacionalista Sukarno pudesse virar comunista. E até hoje está proibida qualquer literatura marxista naquele país.

Financiaram diversas guerras civis e atentados pelo mundo. Atacaram o Vietnã durante 11 anos, mas foram derrotados

Depois mudaram para a África. Financiaram o regime do apartheid na África do Sul. Isso até 1988!

Derrotados os principais focos de resistência popular, cuidaram então de derrotar a União Soviética jogando-a numa corrida armamentista estúpida, que retirou a maior parte do orçamento do estado e paralisou as conquistas sociais levando a derrocada do regime socialista. Pior, alguns ex-dirigentes comunistas se transformaram em bilionários capitalistas, como sempre sonharam os capitalistas dos Estados Unidos.

Em 1989, caiu o muro. A União Soviética e os comunistas pareciam haver desaparecidos. Era o fim da história, segundo seu escriba oficial Francis Fukuyama. Já sua Dama de Ferro, repetia a doutrina na Inglaterra, afirmando que não havia mais sociedade no mundo, apenas indivíduos. E os indivíduos deveriam cuidar de si próprios e aumentarem o consumo. Triste doutrina de uma dama que acabou só, doente, sem reconhecer nem mesmo os seus familiares.

De 1990 para cá, não havendo mais comunistas, eles inventaram um novo “fantasma-inimigo”. Agora os inimigos são os terroristas. E eles falam Árabes e são Muçulmanos!

Ledo engano. O maior terrorista da humanidade é o Estado governado por Barack Obama.

Quantos golpes de Estado organizaram no mundo, depois de 1990? Só na América Latina, tentaram derrubar o presidente Chávez (em 2002). Depois levaram o presidente Zelaya de pijamas para sua base militar em Honduras. No Paraguai, destituíram o bispo Lugo, porque que se opunha aos interesses da Monsanto.

No Oriente Médio e África, seguiram com suas agressões e guerras. Afeganistão, Paquistão, Líbia, Egito, Tunísia, Mali, Palestina, Somália, Sudão, Congo e Síria, foram alguns dos povos que pagaram um alto custo de vidas, por quererem ser soberanos.

Mataram sem nenhum julgamento sua própria criatura, Osama Bin Laden, cuja família era sócia nos negócios petroleiros com a família Bush.

Inventaram o avião não tripulado (Drones) que, guiado por satélites desde Washington, pode matar qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, sem nenhum julgamento, prova ou direito de defesa, por uma simples decisão do império. E assim aconteceu com mais de 2.300 cidadãos, assassinados pelos aviões Drones, em apenas quatro países do Oriente Médio. Algum dia oxalá, poderemos saber qual a origem da enfermidade que levou a morte os líderes João Goulart, Arafat, Kirchner, e mais recentemente Hugo Chávez. Os métodos ficaram mais sofisticados do que aqueles usados para ceifar a vida de Patrice Lumunba, Agostinho Neto, Samora Machel, Malcom X, Olf Palme, General Torrijos, Jaime Roldos e tantos outros.

É nesse cenário de impunidade de um Estado-terrorista que o governo Bush criou a prisão ilegal na base de Guantánamo. Levaram para lá, sequestrados, sem nenhum processo ou julgamento centenas de ativistas muçulmanos.

Agora, Obama, diz que não tem meios para fechar legalmente a prisão. Santa hipocrisia. Tudo é ilegal lá, pela ordem jurídica mundial.

Essa mesma hipocrisia mantém presos nos Estados Unidos quatro cidadãos cubanos, porque lutavam contra os terroristas cubanos!

Basta de hipocrisia, Obama! Liberte todos os presos de Guantánamo. Feche-a e devolva seu território ao povo cubano.

Liberte os quatro prisioneiros cubanos presos em seu país. Fechem suas bases militares. Parem de aterrorizar o mundo. Vocês são a fonte de toda violência militarista que há no mundo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MAIORIDADE PENAL E CAPITALISMO... QUEM SÃO OS VERDADEIROS CRIMINOSOS?


Atualmente, e com muita frequência, ouvimos opiniões e comentários sobre a questão da "Maioridade Penal", onde pretende-se reduzir a idade criminal, com a intenção de punir severamente e formalmente os indivíduos marginalizados, a partir de 16 anos completos. Resolvi iniciar a minha postagem com essa citação, pois percebo que as pessoas, quase que unanimemente, estão de acordo com essa reforma. Antes de comentar acerca desta constatação, gostaria de compartilhar alguns dados com você, caro leitor...
- De acordo com a CPI do Sistema Prisional, das 440 mil pessoas encarceradas, 130 mil (30 %) estão presos indevidamente;
- Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 65% das denúncias de tortura feitas pelo Disque Direitos Humanos - Disque 100, entre fevereiro/11 e fevereiro/12, dão conta de violações ocorridas no interior de presídios, cadeias públicas e Delegacias de Polícia que possuem unidades prisionais;
- E já que estamos falando da " Maioridade Penal de Menores Infratores", O Instituto Padre Severino, Localizado na Ilha do Governador (Praça do Avião), Entidade que desde 1954 "auxilia" na "Recuperação" desses indivíduos esquecidos e discriminados pela sociedade hipócrita, que em minha opinião não são infratores coisa nenhuma, são apenas seres humanos que possuem a coragem de partirem para a luta armada em busca de seus direitos como pessoa humana (desabafo)..., voltamos ao Padre Severino, segundo algumas constatações do Próprio Desembargador Siro Darlan em uma visita á Instituição: Os meninos que lá vivem estão sujeitos às mais precárias condições de vida, já reportadas por diversos veículos de Mídia. Paredes caindo aos pedaços, mau-cheiro absoluto, goteiras e vazamentos por todo lado, ausência total de condições mínimas de higiene – quase nenhum dos meninos tem escova de dentes, não há banheiros, mas buracos no chão e esgoto espalhado, ratazanas e baratas invadem os compartimentos gradeados idênticos a celas em que os meninos se amontoam; não há cozinha para a produção de alimentos: são servidas quentinhas que os jovens são obrigados a consumir em apenas cinco minutos; garotos machucados e engessados, uns com  balas alojadas no corpo, outros com coceiras pelo corpo aguardam a melhora de suas mazelas por si só, já que não há atendimento médico, sentados em construções que não se pode nem mesmo chamar de camas: não há colchões na maioria, e os que ainda restam mais parecem cartolinas de papel, de tão finos, e ainda por cima cheios de buracos. Não há, nem mesmo, camas para todos. Em uma cela onde deveria haver 18 meninos, havia 28 quando Darlan esteve por lá. Como se não fosse suficiente, os meninos que habitam o local reclamam de violência e tortura por parte dos monitores que deveriam tomar conta deles e ajudá-los. Os jovens ali internos não fazem atividade alguma. Uma oficina criada para que se ocupassem e aprendessem algo está parada há três anos, e uma piscina anexa ao local está em ruínas.
Entre outros dados alarmantes que se formos colocar nesta postagem não caberiam.Portanto, antes de gritar aos ventos que você é a favor da redução da maioridade penal, construa seus próprios argumentos. Não deixe a "REDE PODRE(Globo) de televisão e a mídia manipuladora ditar as verdades construídas para mascarar a real intenção desse sistema de acumulação de dinheiro em detrimento de vidas entregues à própria má sorte. a violência existe, mas não foi criada nas favelas. A violência é fruto da ganância e do  objetivo principal desse sistema: escravizar, usar, destruir e ainda culpar quem não tem parte com isso, e é apenas vítima dessa podridão. A mídia "transfere", de forma ideológica, a "culpa" da violência para essas pessoas e o que é pior, crianças e jovenzinhos que vivem toda sorte de horrores desde que nascem.
E quanto às Drogas, eis aí a verdade: 

Caro leitor, se você, acreditando na Rede Globo e similares, pensa que os verdadeiros e maiores culpados pelo inferno imposto ao povo brasileiro pelo crack, cocaína e maconha são os traficantes das favelas e subúrbios das cidades, está enganado. Essas gangues são apenas vendedoras varejistas, "funcionárias" de um patrão atacadista, e estão no degrau menos poderoso e rico de um gigantesco business capitalista nacional e internacional.

Os donos, diretores e administradores dessa cadeia produtiva integrada à economia do imperialismo, embora se escondam em luxuosos edifícios e debaixo de seus caros ternos de executivos, podem ser plenamente identificados. São membros das classes dominantes. Financistas, empresários da alta burguesia e latifundiários.
No Brasil, "respeitáveis" fazendeiros e banqueiros são os mais citados (o HSBC, Unibanco, Bradesco, Real, Credit Suisse e Bozano Simonsen já apareceram em denúncias).
Na Colômbia e Peru, além do latifúndio e de bancos, também são apontados como "sócios" as Forças Armadas e políticos de vários calibres, inclusive presidentes da República.
Porém, o comando do negócio é  do USA. Foram seus governantes e suas classes ricas quem, a partir dos anos 1970/1980, implantaram e massificaram esse horrendo negócio, através principalmente da CIA (agência de espionagem/ inteligência), da DEA (agência de "combate" às drogas), do FBI (polícia federal) e do Pentágono (Forças Armadas).
Extrema ironia: no resumo da novela, a denunciante Globo e os denunciados traficantes possuem o mesmíssimo patrão.
Sem mais por hoje... :(

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CUBA SOCIALISTA! A VERDADE -Parte 02





Os principais êxitos do regime implantado pela Revolução Cubana de 1959 estão na área social, onde a ilha apresenta indicadores superiores à maioria dos países do continente, incluindo aí os mais ricos. Para muitos, apesar dos inúmeros problemas enfrentados pela população cubana, o maior sucesso da revolução liderada por Fidel Castro foi ter conseguido desenvolver uma poderosa rede de assistência social, que serviu para impedir que os 20% mais pobres da sociedade caíssem em uma situação de miséria e pobreza extrema.

Em Cuba, o Estado se encarrega dessas famílias, entregando-os dinheiro extra, alimentos, roupas e móveis.

Nos casos de pessoas com deficiências físicas ou mentais, o governo chega, inclusive, a pagar um salário para que elas recebam os cuidados necessários.

Medidas em benefício da parcela mais pobre da população cubana foram tomadas logos nos primeiros dias da revolução.

A reforma agrária, por exemplo, deu emprego a todos os camponeses do país. Alguns receberam terras, outros passaram a integrar cooperativas, e muitos se transformaram em trabalhadores de fazendas coletivas.

Já nas cidades, foi proibido o despejo de inquilinos e decretada a redução dos aluguéis. Finalmente, foi realizada uma reforma urbana que transformou 85% dos cubanos em proprietários de suas casas, uma realidade que se mantém até os dias atuais.

Educação Não há no país nem mesmo meninos de rua. Os órfãos, filhos de pessoas com deficiências mentais ou de pessoas presas, vivem em instituições que lhes garantem alimentação, assistência médica e educação, incluindo os estudos superiores.

Mas eles não são exceção, já que 100% das crianças e adolescentes cubanos freqüentam a escola, que é obrigatória por nove anos e segue sem custar um centavo até o nível universitário, onde até mesmo os livros são gratuitos. A lei cubana obriga os pais a enviarem seus filhos à escola. Se for considerado que este direito da criança foi violado, a pena para eles pode ser até mesmo a perda da guarda do menor e outras medidas judiciais.

Nenhuma criança fica de fora da rede educacional. Os cerca de 60 mil menores de idade com limitações físicas ou psíquicas da ilha frequentam escolas especiais, onde, além de aulas, recebem tratamento fisioterápico e atendimento psicológico, uma combinação que permite com que eles desenvolvam ao máximo suas habilidades.

Saúde É nestas escolas que se reúnem dois dos maiores sucessos da revolução cubana: a educação e a saúde pública.

Em relação a esta última, o regime de Fidel Castro desenvolveu um gigantesco sistema nacional de cobertura a todos os cidadãos, sem exceções de nenhum tipo.

O sistema de saúde de Cuba é composto por quatro níveis: o médico de família, que costuma viver a poucas quadras de seus pacientes; o clínico geral de bairro; os hospitais de zona e os institutos especializados.

Todo atendimento é gratuito, com exceção dos medicamentos, que são subsidiados pelo Estado.

Nenhuma doença fica de fora do sistema de saúde cubano, que oferece tratamentos a problemas que vão desde simples dores de cabeça a enfermidades relacionadas à Aids, passando por assistência odontológica e até mesmo cirurgias plásticas.

O resultado deste sistema de saúde tão amplo pode ser observado quando se comparam as estatísticas das Nações Unidas sobre esperança de vida. Cuba ocupa o terceiro lugar em todo continente americano, com expectativa de vida de 76 anos para os homens e 80 para mulheres.

Já em relação à mortalidade infantil, as estatísticas da ONU apontam que o índice de Cuba é de cinco mortes a cada 1.000 nascimentos, o que situa o país em um nível só comparável ao do Canadá no continente americano.

Ciclones Da mesma forma que poucas pessoas morrem em Cuba por causa de doenças curáveis, o número de mortos pelos ciclones que atravessam o país todos os anos também é baixo.

O sistema de defesa civil criado pela revolução é capaz de evacuar milhões de cidadãos para lugares seguros antes da chegada das tempestades.

O ano de 2008 foi bastante ilustrativo neste sentido, quando três grandes ciclones atravessaram a ilha, destruindo meio milhão de casas, a maior parte das colheitas e derrubando centenas de torres do sistema elétrico. Apesar dos estragos, foram registradas apenas sete mortes. Antes de 1959 e nos primeiros anos da revolução, os mortos eram contados às centenas e milhares cada vez que um desses fenômenos atingia o país. Isso sem contar as enormes perdas econômicas.

Agora, a Defesa Civil "toma o controle" dos territórios onde se prevê que as tempestades passarão. Dias antes da evacuação das áreas, as pessoas protegem seus animais e transportam alimentos, evitando mortes e salvando o que é possível.

Violência Também são poucas as pessoas que morrem por causa da violência. Na verdade, a insegurança pública na ilha é ínfima.

Mesmo quando comparada aos países mais ricos da região, Cuba pode ser considerada uma das sociedades mais pacíficas do continente.

São raros os casos de assaltos com pistolas ou armas brancas. Os delitos mais comuns em Cuba são furtos de correntes, relógios ou de dinheiro.

Sem dúvida, este clima pacífico se deve à presença constante da polícia nas ruas. No entanto, alguns argumentam que os baixos níveis de violência também estão relacionados com o nível de educação da população, o acesso à saúde e ao controle da pobreza.

Comentário: Existe um ditado muitíssimo popular que diz: "Contra fatos, não existem argumentos!" Pois bem, por mais alienados que sejamos à nossa condição de vida no mundo capitalista, explorador, que torna os indivíduos escravos de uma minoria privilegiada, que vive em meio à luxos e riquezas, riquezas essas construídas pelo povo, com o sangue e suor do povo, e que mata a cada dia, pois a Burguesia é feroz, é desumana, mente através da mídia, torna o povo ignorante através do aparelho escolar, coloca a elite como "figuras de sucesso", e nos transforma em gados marcados e "felizes", por mais que sejamos alienados, não existem argumentos quanto ao que podemos constatar a respeito da ilha cubana, sistema socialista e igualitário. Espero que hajam reflexões...
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/reporter/2009/01/01/saude-e-educacao-sao-os-principais-exitos-do-regime-cubano.htm

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Educação á Serviço de Quem?




Educar... Educado...
Educar um indivíduo, Educador, boa educação, má educação...
Enfim, todos nós pronunciamos ou ouvimos falar milhões de vezes essas palavras, que nos remetem á uma única de origem: Educação.
O que é educar? O que significa a palavra educação? Qual a importância desse vocábulo e o que representa? Sonhamos em proporcionar uma "boa educação" para nossos filhos, lutamos por uma educação "digna" e "promotora" de "oportunidades" para todos, faz-se greves e movimentos sociais visando salários mais compatíveis com a profissão de educador, chega-se a conclusão de que escolas devem ser espaços propiciadores de uma educação "consciente e humanizada", e por isso os governantes devem investir alto, como direcionar 10%  do PIB para este fim, culpa-se, em escala que vai do micro para o macro, alunos, pais, família, professores, escola, Estado, pelo descaso na educação e paga-se valores altíssimos por mensalidades escolares, afinal, a desculpa é uníssona: "É preciso investir no futuro!"
No entanto...
Poucos ou alguns somente podem explicar adequadamente o que esta palavra tem por trás de seus caracteres gráficos ou de seus significados construídos sob a influência de ideologias apregoadas ao longo dos tempos históricos em que vivem as sociedades.
Educação significa o meio ou a forma em que hábitos, atitudes, valores, costumes, são transferidos de uma geração á outra. Ou seja, educa-se um indivíduo para que este possa inserir-se em uma determinada sociedade, ocupando "pacificamente", "civilizadamente" e "patrioticamente" o seu lugar, ora reservado, desde seu nascimento. Opa! desde seu nascimento? Como assim? Não estou entendendo! Afinal, as oportunidades não são as mesmas para todos? Escolas não têm em todos os lugares? Se alguém deixou de estudar e por isso ocupou um lugar subalterno na sociedade... não foi então  esse próprio indivíduo o culpado pelo seu infortúnio? Mas... e as escolas e universidades públicas e gratuitas? Não entendo, pode me explicar? Mas e o carinho e zelo que tenho com a minha profissão de professor? Faço tudo direitinho! Na verdade é um sacerdócio!
Alguns leitores devem estar desta forma, na tentativa de compreender a mensagem que queremos passar através deste artigo. Pois bem. Vejamos na prática o que é educação e para que ou para quem serve a educação.
Educa-se  desde a invasão dos Portugueses ao Brasil, onde "bondosos" brancos educaram os índios. Lembra-se como? Prisões, invasões culturais, mortes, imposição cultural, expropriação das terras, tentativa de escravização indígena, catequese como forma de torná-los mansos e educados, sujeitos dotados de boas maneiras e fervorosa religiosidade, afinal eram bárbaros e viviam de uma forma, diga-se, um tanto "indecente". Colocaram roupas e penas de escrita em suas mãos e fizeram desta raça o que se vê hoje: abandonados, mortos, miseráveis e subtraídos de sua terra, sua cultura e sua gente. Os que não se renderam ao "processo educacional" foram dizimados. Ensino n° 01 - Educação como forma de dominação com fins exploratórios. Tendo a igreja como principal aparelho ideológico na época (alguma semelhança com os dias atuais?), conceito Althusseriano, que concentrava também as funções escolares e culturais. Aí está a nossa escola! A estrutura em que passamos longos anos de nossa vida. E é nela que ano após ano colocamos enfeites indígenas em nossos alunos, no dia 19 de abril, em homenagem aos amados índios de nossa terra, para que eles não pensem e nem saibam que educou-se essa gente para roubar, invadir, expropriar e explorar as suas terras. Não deu certo com os índios, trouxeram os negros, e também lhes foi oferecida uma educação á altura de seus objetivos. Miscigenação racial, formou-se o povo brasileiro, cruza de português, índio e negro. Português na casa grande. Índio e negro na miséria, na senzala, na favela. Favela? Mas não estamos falando de período colonial? Hoje é diferente. Hoje somos educados para exercermos uma profissão dentro da sociedade. Todos são importantes, desde o lixeiro que recolhe meu lixo até o empresário que vende as roupas e sapatos que usamos, sem falar na tecnologia que nos proporciona conforto e bem estar.
Caro leitor ou leitora dessa postagem, nada mudou. A educação serve á classe dominante no mundo capitalista, a saber, a burguesia. É ela quem dita as regras e as formas de se educar a massa alienada á sua condição de escravo e "gado" desse sistema. Segundo a teoria da Escola Capitalista de Baudellot e Roger Establet,  a principal função do aparelho escolar é impedir que os indivíduos adquiram consciência de sua condição e percebam, analisando dialeticamente a história, que vivemos em uma sociedade inventada, mentirosa, onde uma minoria privilegiada detém o poder e a hegemonia, em detrimento de uma maioria miserável e maltratada, alienada, explorada e "conformada" com sua condição. E nós, educadores formais, somos peça fundamental que faz girar a "roda" desse sistema.
Portanto, nenhum tipo de educação que se promova nessa sociedade será capaz de mudar o quadro social imposto pelos dominantes, pois segundo Marx, uma sociedade só muda com a  tomada de poder por outro grupo ou classe, e isso só acontece com LUTA ARMADA, e é por esse motivo que somos conduzidos (como no passado, na Grécia antiga, os escravos - pedagogos- conduziam os filhos de seus amos às escolas) a não nos rebelarmos contra a ordem estabelecida para "o bem de todos e felicidade geral da Nação".


terça-feira, 27 de novembro de 2012

A verdade sobre a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016 no Rio


Assista o vídeo e veja os reais interesses da realização da Copa e Olimpíadas do Rio.

sábado, 24 de novembro de 2012

Você acha que é livre?

Vale apena assistir esse vídeo que faz uma abordagem crítica do atual sistema mercantil totalitário que nos transforma em simples escravos obedientes e inconscientes de nossa condição, e sempre a serviço daqueles que são "os donos do mundo".

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

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